quinta-feira, 26 de abril de 2018

Força-tarefa da lava jato e AJUFE se unem para hostilizar Wadih Damous.



O Deputado Federal Wadih Damous foi proibido, pela juíza da 12ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelo cumprimento provisório da pena de Luiz Inácio Lula da Silva, de se manter como procurador de Lula nos autos da execução penal.
Isso porque a juíza, que seguiu o parecer do MPF, disse que a atividade legislativa não é compatível com o exercício da advocacia e mandou desentranhar dos autos a procuração juntada por Damous.

A OAB PR, através de seu procurador Andrei Salmazo Poubel, ingressou como assistente nos autos, pedindo a reconsideração da decisão, contrapondo-se à posição da juíza, apontando a inexistência de qualquer óbice ao exercício profissional pelo advogado requerente (Damous) e afirmando que cabe à OAB o controle da atividade profissional da advocacia (e não a juíza!).

Em transmissão ao vivo em sua página no faceboock, ao lado dos deputados Paulo Pimenta e Pepe Vargas, Damous denunciou a proibição da juíza de que Lula tenha acesso a médicos, como solicitado por sua defesa, e apontando seu “autoritarismo e despreparo jurídico” ao impedi-lo de exercer a profissão (acesse aqui o vídeo).

A Associação dos Juízes Federais imediatamente saiu em defesa da Juíza Carolina Lebbos, como se Damous a tivesse ofendido. 

Em nota pública, a AJUFE repudiou o que chamou de “os ataques proferidos pelo suplente de deputado federal, Wadih Damous, à juíza federal Carolina Moura Lebbos”, apelando para o fato dela ser mulher e julgando que Damous quis “impedir a atuação firme da Justiça Federal e do Ministério Público no enfrentamento da corrupção”.

O Ministério Público Federal saiu em auxílio à AJUFE, e, igualmente, divulgou nota pública condenando a manifestação de Damous e dizendo que “suas palavras mostram destempero e completa falta de compromisso com a verdade, preferindo denegrir pessoas e instituições”. O uso do verbo denegrir pela força-tarefa da lavo jato já dá uma ideia do nível de (falta de) politização da equipe acusatória.

Em vídeo, Damous comentou os aspectos legais que envolvem a proibição que lhe foi imposta pela juíza Carolina Lebbos. Confira:



Professor Dr. Luiz Moreira avalia nota de Dilma Rousseff sobre a delação de Palocci

Nas palavras do ex-conselheiro do Ministério Público:

A partir da nota de Dilma é de se considerar que a lei de delação (12.850, de 2013) não conta com sua simpatia.
Entretanto, referida lei foi por Dilma promulgada.
Sobre a lei da delação:
É possível identificar seus padrinhos no governo Dilma: Beto Vasconcelos e Zé Eduardo.
Minha pergunta é a seguinte:
O que levou um governo, composto por pessoas que sofreram torturas, a apostarem num punitivismo tal?
Será que supuseram que o aparelho da repressão tinha se tornado (como num passe de mágica) doce?
Minha hipótese é a seguinte:
Um certo sentimento de repulsa às injustiças leva parte da esquerda a considerar a cadeia como remédio.
Trata-se de resposta intuitiva, portanto.
Mas e quanto às áreas jurídicas do Governo e das bancadas?
Bem, quanto a essas não posso ser complacente: ou não compreenderam o alcance dessas medidas e são incompetentes ou estavam apostando que tais medidas lhes trariam dividendos quando deixassem essas posições.
Pois essas medidas legislativas (delações, orcrim etc.) criaram nichos de atuação muito bem remunerados...